A BELEZA

Ao longo da carreira de engenheiro projetista continuamente sou desafiado pela necessidade de conseguir a funcionalidade, a segurança, o equilíbrio, a harmonia, a beleza e a economia nas obras projetadas. Assim, desde 1970 sou direcionado para esses objetivos ao projetar uma ponte, uma passarela, uma residência, um quiosque, um galpão, uma loja, uma igreja, uma coluna, uma viga, uma escada. E o belo vem acompanhado de elogios pois a beleza salta aos olhos. Faz parte da formação do calculista mergulhar na natureza buscando as formas mais adequadas. Ao mesmo tempo, imergir na matemática à caça das teorias que permitam calcular as estruturas com segurança, simulando as cargas suportadas, sejam do vento, dos terremotos, das composições ferroviárias, das multidões ou dos equipamentos. E a história se repete: quando o trabalho resulta elegante, harmonioso, bonito, a aprovação é generalizada e imediata porque a beleza arrebata o olhar trazendo o encantamento.

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9 pensou em “A BELEZA

  1. Meu admirável colega Fidêncio.

    Nunca imaginei que você fosse chegar a ser tão brilhante. Pena que nosso convívio nos tempos de estudante tenha sido tão reduzido. Formados, nós praticamente sumimos nesse mundo.

    Seu site, que conheço há tempos, é um primor e fica cada vez atraente.

    A BELEZA particularmente, é mais uma manifestação sua, de leitura bastante agradável.

    Você aborda “a estrutura do coqueiro que desafia o céu balançando ao sabor do vento”, “a delicada estrutura óssea de um ovo. Por que é redondo, oblongo, ovoide?”, “a estrutura das folhas”. O mais curioso: “as formas e o ritmo de vida das criaturas refletem o movimento da terra em torno do sol e as estações climáticas vividas; o cipó se enrola na árvore refletindo o movimento de rotação terrestre”. Você mesmo já mostrou neste seu site que a beleza da proporção áurea é comovente.

    Aguardo mais algum discurso seu, até com certa ansiedade.

    Parabéns. Abraço.

    Elysio

  2. Fidencio,

    Grata surpresa texto tão claro e profundo sobre a beleza de nossa criação. Certamente um grande arquiteto despendeu muito amor e empenho na criação das BELEZAS nas quais estamos inseridas. Observar um engenheiro projetista, com fortíssima ênfase técnica se aprofundar nas sutilezas dos detalhes da natureza, e’ fascinante:

    Muito obrigado por compartilhar sua obra.

    João Neves

  3. Dr João,
    obrigado pelo incentivo! Ultimamente tenho trabalhado tambem como arquiteto projetando casas de alguns amigos. Mas, não sou arquiteto. É claro, estudei história da arte, fiz cursos na Aliance Française de história do teatro, de cinema, de literatura, de artes plásticas em geral nos meus cinco anos de Ouro Preto. Sempre fui muito ligado à cultura: tenho 10 anos de francês, minha segunda lingua, seis anos de latim, trabalhei cinco anos em inglês morando fora, meus antigos livros técnicos são em alemão, uma lingua linda, lógica e precisa; estudei no Goethe Institut, em BH; fui alfabetizado em árabe, no Iraque; comecei a estudar persa, no Irã, mas fui transferido para a África Central. O farsi, ou persa, tem muita semelhança com a nossa lingua. Tenho muita sede de cultura. Mas não sou arquiteto. Minha casa pode ser bonita, agradável, uso técnicas muito diferentes, não usuais, mas é lógica como a mente do engenheiro, que é dominada pela matemática. Não sou aquele artista… Obrigado pelo elogio!…

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