Impunidade: entre o perdão e a espada

Acredito que, nos dias atuais, todos os brasileiros estejam revoltados com o fenômeno da impunidade que assola o País. A nossa Justiça, quando age, o faz tão lentamente, e as penas são tão leves, que parecem ser de caráter simbólico. Vemos seqüências de crimes hediondos não serem punidos. Assassinos confessos soltos à luz do dia após serem libertados sem julgamento. Os argumentos contidos na lei são usados para proteger os maus, enquanto os bons são enjaulados em casa, atemorizados pela barbárie do império da violência.

-De quem a culpa? Da justiça? Da polícia? Das nossas leis muito benevolentes? Dos políticos?

Não temos sido capazes de aprender com outros povos. Quando voltamos o olhar para outros países, enxergamos apenas a Europa e a América do Norte. Não somos capazes de olhar o Oriente Médio, a África e a Ásia. Não temos humildade para considerar essas culturas como fonte de ensinamento. Consideramo-las inferiores. Assim, procuramos copiar americanos e europeus, ou criticá-los por sua impiedade para com os delinqüentes. Desta forma, nem temos copiado nem criado soluções eficientes para a impunidade que nos assola.

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5 ideias sobre “Impunidade: entre o perdão e a espada

  1. Célia,
    nossos deputados e senadores possuem uma visão muito curta! Desconhecem outras culturas! Desconhecem nossa inserção no planeta. Procedem como se o Oriente inexistisse. Acreditam que nosso sistema de leis seja perfeito! Criticam a África por não ser democrática. Criticam o mundo árabe porque possui muitos principados.
    Mas, se esquecem que a cidade do Rio, por exemplo, é governada, de fato, por vários reis.
    Os príncipes da droga, riquíssimos, poderosissimos, autocratas…os reis das milícias, superpoderosos, além do governador que finge governar; do prefeito sem poder; de inúmeros juizes, desembargadores e autoridades encarregadas de fazer cumprir a lei.
    Que lei? A lei votada na Cãmara?
    Esta é cumprida contra gente humilde, pequenos comerciantes e vagabundos miudos de todos os tipos. Se a lei fosse mais simples, teria mais chance de ser posta em prática.
    Mas,
    como poderia ser simples se é elaborada por um batalhão de pessoas! Quando uma tarefa é delegada a tantos, ela deixa de ser realizada. As empresas só funcionam por que trabalham com um mínimo de empregados. Toda empresa inchada funciona mal ou quebra. Temos um número muito grande de legisladores. Assim, nossas leis são “elaboradíssimas” e não funcionam. São complicadíssimas. Possuem meandros inacreditáveis. E a justiça não se faz. O arcabouço jurídico foi montado por milhares de pessoas que discutiram anos a fio. Não é nada prático. Não funciona. Um veículo não funciona com mais de um motorista. Assim é cada atividade humana. Seria necessario desinchar as casas legislativas. Reduzir drasticamente o número de vereadores, deputados e senadores. Muita gente é garantia de ineficiência!
    Não há como ter leis simples e boas.
    Fidencio Maciel

  2. É realmente desanimador pois somente os politicos é que podem mudar essa situação ( reforma e atualização em todo codigo penal ) , porém eles não o fazem , pois a grande maioria está com o rabo preso devido a corrupção e outros crimes até piores . Agora talvez se a sociedade mudar o seu jeito de aceitar tudo calada , e começar a fazer barulho e agitar , pode ser que apareça uma luz no fim do tunel.
    george dinardo

  3. Meu prezado amigo Fidêncio
    Li, há alguns dias, seu artigo. Como sempre, gostei bastante.
    Fiquei admirado ao saber de suas andanças, em total segurança, pelos parques de Teerã e Bagdá.
    É, realmente, de causar inveja a todos nós brasileiros que a cada dia nos tornamos mais prisioneiros dentro de nossas casas, face à bandidagem que grassa em todos os municípios, pequenos ou grandes, fruto da impunidade reinante.
    Não é pra menos: o exemplo dos políticos, com raras e honrosas exceções, é péssimo. Nosso código penal é mais furado que um queijo suíço, em termos de possibilidades de recursos protelatórios que tornam contínua e quase indefinidamente inaplicáveis as penalidades cabíveis.
    Tenho meus princípios religiosos, mas a razão mundana me leva a considerar, muitas vezes, como viável a aplicação da lei de talião: olho por olho, dente por dente.
    Os crimes, devido à impunidade, têm se tornado mais hediondos. Recentemente, um meliante beneficiado com a soltura para visitar sua genitora, no Dia das Mães, não retornou ao presídio e voltou a praticar sua arte ao matar, com um tiro na cabeça, uma criança que chorava no colo da mãe. E só porque chorava…
    Todos vimos esse deplorável evento na televisão.
    Esse elemento insano, causador de tamanha brutalidade, não merece definitivamente viver!
    Não seria o caso de se aplicar a dita lei?
    Que Deus me perdoe!
    Forte abraço.
    Fontenelle

  4. Amigo Fontenelle!
    Os brasileiros são cristãos na quase totalidade. A pena de morte não tem chance de ser aprovada pelo CONGRESSO. Ela não é, sequer, cogitada. Raros são os que a aceitam. Mas eu acredito que possa ser uma grande solução para os crimes hediondos. Com certeza, a criminalidade iria cair muitissimo. Certamente, a população carcerária seria reduzida. Enquanto isso, podemos considerar nossa sociedade como apodrecida, mal cheirosa, fétida pela alta criminalidade. Não havendo punição…os bandidos tomam conta. O planeta possui 210 países. Em termos de segurança, devemos ocupar o último lugar. E não estou exagerando. Não temos punição. Veja o caso dos mensaleiros. Se fosse no mundo islamico, todos já teriam sido enforcados. Aqui, nem prisão…E, se forem presos, serão soltos rapidinho. Nossas leis penais são de péssima qualidade. Foram elaboradas por bandidos e por idiotas. Mil vezes as leis bolivianas, paraguaias, kenianas, ganesas, gabonesas etc, etc. Trabalhei em 35 países: em termos de segurança, todos melhores do que o BRASIL. Ultimamente, seria preferível ter um general no poder, como ditador. Prefiro um general ditador à impunidade reinante. Nenhum dos 5 generais que presidiram o Brasil, durante 21 anos, era ladrão. Apoio qualquer movimento a favor da pena capital. Quando morava em Bagdá, um dia, o jornal convidou a população para o enforcamento do prefeito da cidade, por corrupção. Era o Abdul-Wahab Abdul-Latif Al Mufti. Ele foi enforcado, foi feito um video e todos os funcionários públicos foram obrigados a ver esse vídeo do enforcamento. Assim se combate a corrupção. Infelizmente, o Brasil continua sendo uma republiqueta de baixo nível. Bardeneiros, arruaceiros, quebram vidros, atiram pedras na polícia, depredam o patrimonio e fica por isso mesmo. Em qualquer país do mundo essa gente seria eliminada.

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