A BELEZA

Ao longo da carreira de engenheiro projetista continuamente sou desafiado pela necessidade de conseguir a funcionalidade, a segurança, o equilíbrio, a harmonia, a beleza e a economia nas obras projetadas. Assim, desde 1970 sou direcionado para esses objetivos ao projetar uma ponte, uma passarela, uma residência, um quiosque, um galpão, uma loja, uma igreja, uma coluna, uma viga, uma escada. E o belo vem acompanhado de elogios pois a beleza salta aos olhos. Faz parte da formação do calculista mergulhar na natureza buscando as formas mais adequadas. Ao mesmo tempo, imergir na matemática à caça das teorias que permitam calcular as estruturas com segurança, simulando as cargas suportadas, sejam do vento, dos terremotos, das composições ferroviárias, das multidões ou dos equipamentos. E a história se repete: quando o trabalho resulta elegante, harmonioso, bonito, a aprovação é generalizada e imediata porque a beleza arrebata o olhar trazendo o encantamento.

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A Preguiça

O trabalho é uma estupidez.
– Não vim ao mundo a trabalho, vim a passeio – dizia Jorginho Guinle, famoso play-boy carioca, que havia herdado o Copacabana Palace. Vendeu sua parte no hotel, estimou seu tempo de vida e planejou gastar tudo ao longo de regalada existência. Mas demorou morrer, chegando a passar necessidades no fim.

Jorge Guinle,(1916- 2004) herdeiro milionário pertencente a uma família tradicional da elite financeira carioca. Orgulhava-se de ter gasto uma fortuna equivalente a cem milhões de reais que lhe foi deixada de herança. “Vivi o que quis, quando eu quis”1.

– A maior hipocrisia é aposentado procurar serviço dizendo que não consegue ficar parado – diz meu amigo Mauro Queiroz, que se orgulha de não mais trabalhar.
– Como se acostumou à inatividade? – questionei…

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Herança Africana

Vó Beralda se levanta tarde com a lentidão própria dos muito idosos. Calada, arrasta os pés até o banheiro para a higiene matinal. Toma seu café e se dirige à roca centenária. À mão, a lã cardada com esmero vai sendo enrolada formando um fio para um grande novelo. Vó trabalha em silêncio. Ás vezes murmura dezenas de palavras que não entendemos. Discorda, retruca, para, olha fixamente e repreende Deus sabe a quem. Vó caduca, mas trabalha. Na sala imensa, um tear antigo é usado pelas tecedeiras que fazem cobertas lindíssimas, com desenhos geométricos de cores vivas.

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A arte na minha formação

Ao longo da vida, por três vezes a arte arrombou-me as portas da mente reconfigurando-me os valores, com sua orientação divina e milenar.

Foi assim.

Ainda jovem, descobri Carlos Drummond de Andrade1. Eu era menos compreensivo e menos tolerante. Dificilmente aceitava os erros humanos. E esta maneira de ser me trazia enorme angústia, pois o homem mais erra do que acerta.

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Da Escravidão ao Bolsa-Família

A ESCRAVIDÃO.
Comecemos com uma pergunta:
-Por que a nossa população carente é tão numerosa? São mais de 40 milhões de pessoas, em um universo de cento e noventa.
A explicação pode ser encontrada na escravidão que habitou entre nós. Inacreditavelmente, a maior escravidão jamais vista em qualquer país1: pelo número de escravos, pelo seu tempo de duração e por sua representatividade na economia colonial brasileira. Nenhum país do mundo teve mais de 90% de sua produção em mãos cativas por mais de três séculos seguidos. Nem o Império Romano.

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Cara de Macaco

Apreciando detidamente nosso dinheiro podemos observar a imensa tecnologia empregada para confeccionar as cédulas: papel especial, impressão maravilhosa, marca-d’água, tarja de metal, desenho lindíssimo. A Casa da Moeda do Brasil utiliza a melhor tecnologia para que nossa moeda seja bem aceita, valorizada e respeitada. E este esmero é corretíssimo! Há que se dificultar a falsificação. Há que se ter orgulho e respeito por este bem que é o maior e o mais importante símbolo da nação. Um ente virtual delicadíssimo, que se deteriora facilmente com a inflação.
Nicolau Copérnico foi também um grande estudioso do dinheiro e escreveu em 1530: “por inúmeras que sejam as desgraças que habitualmente levam à decadência os reinados, principados e repúblicas, as quatro principais são, na minha opinião: as lutas, as pestes, a terra estéril e a deterioração do dinheiro.

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O Sonho do Patriarca

Normalmente, quando falamos de política, muita gente tem asco, náuseas e rejeição! Nossos representantes, se é que nos representam, tanto denegriram a função pública, tanto roubaram, tanto abusaram da paciência do povo, tanto praticaram a rapinagem, que, hoje, dificilmente alguém se interessa por este tema. Mas, já tivemos grandes homens públicos. Vou destacar um: José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838)1, Chefe do Conselho de Ministros de Dom Pedro I, Grão-Mestre maçônico e ex-tutor do herdeiro do trono, Dom Pedro II. Ele, sim, fez a Independência do Brasil! Foi ministro por escassos 18 meses: de janeiro de 1822 a julho de 1823.2 Entretanto, “nenhum homem público fez tanto em tão pouco tempo”, diz Laurentino Gomes. Teve trajetória curiosa. Saiu do Brasil aos 20 anos para estudar em Coimbra. Formou-se em direito, filosofia e matemática. “Aluno brilhante, ganhou bolsa para estudar química e mineralogia em outros países. Esteve na Alemanha, na Bélgica, na Itália, na Áustria, na Hungria, na Suécia e na Dinamarca. Em 1790 e 1791, em Paris, testemunhou a Revolução Francesa”, afirma Laurentino Gomes. Tornou-se um cientista renomado. Como mineralogista, descobriu, deu nome e descreveu 12 “novos” minerais. Foi alto funcionário da Coroa Portuguesa. Enquanto Dom João se refugiava na colônia brasileira, ele lutava contra as tropas napoleônicas em território luso. Sabia manejar a espada. Só retornou à pátria depois de “pendurar as chuteiras”, aos 56 anos, para ser agricultor em Santos, sua terra natal. Mas, curiosamente, estava apenas iniciando a fase mais produtiva e importante de sua vida.

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Da Escrita à Internet

A ESCRITA

Vivi no Iraque entre 1982 e 1986. Adorava ir ao museu de Bagdá. Lá, ficava analisando o progresso do homem. Os primeiros artefatos em sílex: facas, pontas de lanças e de flechas fabricadas há cem mil anos; as primeiras joias, de ouro e lápis-lazúli, manufaturadas há 200 séculos; fotos e maquetes das primeiras cidades, construídas há 14 mil anos; uma enorme quantidade de joias de cobre, ouro e pedras preciosas usadas há dez milênios; elmos lindíssimos, adagas, pulseiras, colares, brincos, cintos… e a primeira escrita suméria, que engatinhava há cinquenta séculos. Sobre tijolinhos de argila, a escrita cuneiforme dava os primeiros passos. Encantado, percorria aqueles salões perguntando, investigando, tentando memorizar aquilo que mais me tocasse.

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Meus Valores

Alguns valores nos são ensinados pelos pais, pelos mestres e por algumas pessoas que nos encantam. São, mais ou menos, óbvios. Outros são conquistas sofridas, proporcionadas por difíceis obstáculos que a existência nos impõe. E há os submersos, camuflados, escondidos, dos quais não temos consciência.

A minha maneira de ser valoriza a fé, a paciência, a compaixão, a humildade, a persistência, a cultura, a coragem, o trabalho, o otimismo e a felicidade.

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Da política e dos políticos brasileiros

“..porque furtam, furtaram, furtavam, furtariam e haveriam de furtar se mais houvesse…”

Há um crescente movimento de indignação no seio da sociedade brasileira devido ao comportamento antiético de nossos políticos. Regiamente pagos, ocupam-se principalmente de seus interesses, assaltando os cofres do Estado e praticando descaradamente o nepotismo. Seriam nossos homens públicos retrato fiel do povo brasileiro? Seria nossa gente, assim, tão desonesta? Nas linhas abaixo escrevo sobre o assunto, sem preocupação científica, como observador atento da trajetória de nossa sociedade. Continuar lendo

Bovinocultura de Corte

Fatores a serem considerados para escolha de uma raça

1-Objetivo

O objetivo deste é ajudar aqueles criadores que estão à procura de uma outra raça para implementar seu criatório. Que fatores devem ser considerados para a escolha de uma raça? Nas linhas abaixo procuramos dar uma luz para que cada um possa responder adequadamente à questão. Continuar lendo

CRENÇA – Aprendendo a ser feliz

CRENÇA

Aprendendo a ser feliz.

Muitos me perguntam se tenho alguma crença. Sim, tenho, mas não sou adepto da fé cristã, na qual fui educado.

O catolicismo foi imposto aos brasileiros do início da colonização, 1532, à proclamação da República, 1889. Todos eram obrigados à fé católica[i] e os fiéis tinham que freqüentar as igrejas sob pena de prisão e multas pecuniárias.

Veja este texto de Dimas Perrin, citado em Mãe África:

“Durante o jugo português, em Minas, a polícia estava em todas. Servia até para punir aqueles que não cumprissem bem os seus deveres religiosos, como se depreende do seguinte edital, publicado já no fim do século XVIII, pela Câmara de São José[ii]: Fazemos saber a todos os moradores desta Villa que no dia quinta feira que se ade contar 3 deste corrente mez se ade festejar ou fazer função de Corpo de Deos como sempre he costume com procissão pellas ruas e para milhor ornato da mesma terão todas as ruas aseadas com as suas portas e janelas ornadas com aquelle aseo e adorno que lhes são permitidos com a pena de que aquelle que assim não o fizer será prezo oito dias na cadeia e pagará duas oitavas de ouro de condenação para as despezas do Conselho, etc. Passado em 1 de junho de 1799”

-Por que esta obrigatoriedade, nas colônias portuguesas e espanholas?

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O Ouro, o Negro e a Mineiridade.

Minas Gerais foi “descoberto” por volta de 1700: Sabará, em 1688, por Borba Gato, egresso da Bandeira das Esmeraldas; Ouro Preto, em 1696, por Antonio Dias; Pitangui, em 1694, por Antonio Rodrigues Velho, o Velho da Taipa.

Antonio Rodrigues Velho, irmão de Domingos Jorge Velho que destruiu o quilombo de Palmares; casado com Margarida, neta de Fernão Dias e avô de Inácio de Oliveira Campos, marido de Dona Joaquina do Pompeu[1]; dele descendem grandes mineiros: Martinho Campos, Olegário Maciel, Milton Campos, Benedito Valadares, Gustavo Capanema, Francisco Campos, Afonso Arinos e outros.

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“Você sabe com quem está falando?”

Em nosso meio, ainda é comum encontrarmos esta frase nos lábios de pessoas que se julgam poderosas. O Fulano estaciona o carro em local proibido, vem o guarda de trânsito e solicita a retirada do veículo. O cidadão persiste e o oficial diz que é contra a lei.

-“Você sabe com quem está falando?”

Ou seja, o infrator considera um insulto à Sua Excelência o fato de também ter que obedecer a lei.

É o preconceito social, enraizado no Brasil, herança portuguesa potencializada pelo regime escravocrata ao qual estivemos submetidos durante 3 séculos.

Vejamos.

O Brasil foi descoberto em 1500. A colonização teve início em 1532 e o primeiro navio negreiro chegou a Recife em 1548. A abolição se deu em 1888. São mais de três séculos de escravidão. Como o País é muito grande e o trabalho braçal era inteiramente realizado por cativos, podemos considerar que fomos líderes mundiais em servidão humana. A frase é dura mas é real. Cem por cento de nossa produção era realizado por trabalho escravo. O colonizador não executava trabalhos manuais. Ao bom português, era indigno trabalhar com as mãos.

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Impunidade: entre o perdão e a espada

Acredito que, nos dias atuais, todos os brasileiros estejam revoltados com o fenômeno da impunidade que assola o País. A nossa Justiça, quando age, o faz tão lentamente, e as penas são tão leves, que parecem ser de caráter simbólico. Vemos seqüências de crimes hediondos não serem punidos. Assassinos confessos soltos à luz do dia após serem libertados sem julgamento. Os argumentos contidos na lei são usados para proteger os maus, enquanto os bons são enjaulados em casa, atemorizados pela barbárie do império da violência.

-De quem a culpa? Da justiça? Da polícia? Das nossas leis muito benevolentes? Dos políticos?

Não temos sido capazes de aprender com outros povos. Quando voltamos o olhar para outros países, enxergamos apenas a Europa e a América do Norte. Não somos capazes de olhar o Oriente Médio, a África e a Ásia. Não temos humildade para considerar essas culturas como fonte de ensinamento. Consideramo-las inferiores. Assim, procuramos copiar americanos e europeus, ou criticá-los por sua impiedade para com os delinqüentes. Desta forma, nem temos copiado nem criado soluções eficientes para a impunidade que nos assola.

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Os Juros

Os juros são anteriores à moeda. A mercadoria emprestada era paga com juros. Encontramos referência sobre a matéria no Código de Hamurabi, 1792-1750 a.C., sexto rei da primeira dinastia babilônica  . Este código de leis estabelece um valor fixo para os juros em 1/6 por ano, ou seja 16,67 % anuais, a ser pago na mercadoria emprestada, ou em outra, se o devedor não tiver como liquidar o débito na mercadoria originalmente transacionada.

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Recomendações de Viagem

Estas recomendações são fruto de enorme experiência de quem foi roubado em  Paris, preso na Venezuela e atropelado por bicicleta em Pequim; já perdeu o passaporte no Iraque, teve bagagem extraviada em Camarões, ficou sem dinheiro em Londres,  Milão, Roma e Bangui (República Centroafricana); sofreu discriminação em Veneza;  teve conexão cancelada em Abjã (Costa do Marfim) e em Miami, em difícil situação; e se aventurou por uma estradinha lamacenta e sem recursos, por uma noite inteira trancado na escuridão do baú de um caminhão de biscoitos juntamente com 3 desconhecidos, perdido na floresta Amazônica do Equador; vivenciou centenas de imprevistos ao longo de 25 anos de viagens internacionais a 35 países diferentes.

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A moeda, o banco, o capitalismo e o socialismo

O dinheiro não é tudo na vida: tudo é a falta dele.

Adágio popular.

Antes, todo o comércio era feito na base da troca. Já imaginou a dificuldade? “Pagamentos, empréstimos e juros eram, a princípio, feitos em produtos, especialmente gado e grãos”.  O ouro e a prata foram muito usados como mercadoria de troca devido à sua larga aceitação, facilidade de guarda, de transporte e de conservação, não se deteriorando com o tempo.
O boi foi muito usado como moeda. “As primeiras moedas romanas tinham em uma das faces a efígie de um boi . A palavra pecus, em latim, significa gado, daí a palavra portuguesa pecuária; pecunia significa dinheiro, dando origem à palavra portuguesa pecúnia, com o mesmo significado. E capital vem do latim, caput, que significa cabeça, numa clara referência a cabeças de boi, no sentido de quantidade de animais (Fulano  possui tantas cabeças de boi).

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A Inflação

A moeda possui três finalidades:

-serve como instrumento de troca, pois é universalmente aceita como um bem precioso;

-serve como padrão de referência, dando valor às mercadorias;

-e é usada como reserva de valor, pois pode ser economizada e guardada para necessidades futuras.

A inflação é um fenômeno econômico que faz com que a moeda se deteriore com o tempo, deixando de servir como padrão de referência e não podendo ser guardada como reserva.

O cruzeiro sobreviveu por longo tempo devido ao mecanismo chamado correção monetária, criado em 1964 pelo Governo brasileiro para proteger a moeda. Devido à correção monetária podia-se ir ao banco e abrir uma poupança em cruzeiros, pois esta poupança era corrigida regularmente, para que a sua deterioração fosse recomposta.[1] Se tal não tivesse sido possível, o cruzeiro teria tido uma vida muito mais curta, pois teria sido recusado pelo povo, porque teria perdido as três finalidades referidas acima.

-Por que existe a inflação?

Temos aqui duas citações muito interessantes.

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Mãe Africa

SUMÁRIO

O livro conta a experiência do autor na África Central, onde trabalhou por 4 anos.

Conta casos e estórias presenciadas e ouvidas, relata experiências com pessoas e instituições, mostrando a forma de pensar e de agir dos africanos. Descreve religiões, crenças e costumes de diferentes grupos tribais. Fala sobre antropofagia, sacrifícios humanos, escravidão, folclore, organização familiar, comida e música.

Mostra as principais características da sociedade africana, a influência de novas tecnologias e da mídia sobre o africano moderno, que luta conflituosamente entre a tradição a necessidade desesperada de desenvolvimento.

Chama a atenção para o africano que cada brasileiro tem dentro de si e reflete sobre a influência da religião na geração da riqueza, comparando diferentes culturas, fruto de longa vivência no exterior.

O livro é valioso para se conhecer a África e essencial para compreensão do Brasil.

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Proporção Áurea

SUMÁRIO

Este pequeno livro fala sobre a Proporção Áurea, também conhecida como Divina Proporção, ou  “média e extrema razão” nome dado por Euclides, “pai da geometria”. Após sua definição, o autor mostra ensinamentos egípcios sobre o assunto datados 27 séculos a.C. e fala sobre a invenção do relógio, sobre o desenvolvimento da ciência no mundo helênico e  sobre a criação do sistema decimal; mostra a Divina Proporção na pirâmide de Gizé, no Pathenon, na catedral de Notre Dame, no Taj Mahal, na Mona Lisa e na Santa Ceia, de Leonardo, chegando a nossos dias com aplicações praticas da Razão Áurea no edifício-sede da ONU, no projeto de galpões e na moderna matemática computacional.

A Proporção Áurea pode ser encontrada nas flores, nos insetos, nos cristais, nos vegetais, nas galáxias, nos batimentos cardíacos e na escala musical. Usada na cirurgia plástica para  correção  facial, pode ser facilmente encontrada no rosto das beldades. Como disse Euclides, “encontrei uma proporção que se repete na natureza”.

Para enriquecer o conhecimento humanístico, o livro traz curiosidades históricas ligadas ao desenvolvimento da ciência e é indicado para a educação continuada de profissionais ligados às artes e à criação.

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O búfalo: que animal é este?

INTRODUÇÃO

Conheça melhor o búfalo aprendendo com a experiência de famosos bubalinocultores.

Parte deste livro foi extraído de discussões entre bubalinocultores, via Internet, coordenadas pelo criador Dr. Otávio Bernardes Prado. Foi compilado o texto, classificado, ordenadas as matérias e introduzidas pequenas correções no sentido de tornar mais claras as idéias expressadas.

Redigido por um bubalinocultor, fabricante de mozarela, de caráter muito prático, o livro contem informações básicas sobre bubalinocultura, tais como:
-classificação zoológica do búfalo, as raças bubalinas, a dupla aptidão, a adaptação climática, a longevidade, a docilidade, a dentição, a precocidade, a mozarela no Brasil; o desenvolvimento ponderal, o rendimento de carcaça, a eficiência reprodutiva e a duração da lactação, a produção de leite, estimativa de consumo alimentar, a qualidade da dieta, o rendimento industrial do leite.

O texto procura responder duas questões básicas, essenciais para o investidor:

-Compensa investir no búfalo? Por que o búfalo é mais produtivo do que o boi?
Esclarece que o animal possui carne light e mostra a excelência do leite na alimentação humana para prevenir doenças diversas.
Muitas outras informações enriquecem o trabalho.

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“O Cabrito do Cerrado”

SUMÁRIO

Este trabalho é endereçado àquelas pessoas que desejam investir em caprinocultura de corte. Ele trás a visão do empresário, procurando mostrar as dificuldades e a rentabilidade do negócio.

A motivação inspiradora da criação do cabrito no cerrado natural partiu da necessidade imperiosa de preservação ambiental deste bioma. A exploração econômica do cerrado deve passar por sua preservação. O livro mostra que o desenvolvimento do cabrito de corte, no Planalto Central brasileiro, pode trazer seis benefícios essenciais:

-primeiro: a alta lucratividade do negócio;

-segundo: uma alternativa de baixo impacto ambiental na exploração deste bioma que possui 2 milhões de km2;

-terceiro: mais saúde ao consumidor, pois a carne caprina é um alimento fortemente recomendado pela medicina atual, que aconselha o uso de alimentos com baixos teores de colesterol e de gordura saturada (a carne caprina tem apenas 67% do colesterol e 56% da gordura saturada existentes na carne de frango de granja, sem pele); comparando com a carne de ovelha, a carne caprina tem apenas 27% do colesterol e 6 % da gordura saturada existente na carne ovina);

-quarto: o cabrito é um ruminante que se alimenta de gramíneas e de leguminosas, não concorrendo com os humanos, como os suínos e as aves que vivem da comida do homem;

-quinto: a criação de caprinos pode ser usada como fator de fixação do agricultor no campo e fator de distribuição de renda;

sexto: poderá provocar o surgimento no Brasil da indústria do cabrito, nos moldes em que foi desenvolvida a indústria do frango.

A idéia básica é desenvolver a cadeia produtiva da carne caprina no cerrado do Planalto Central, preservando-se a vegetação natural.  O livro mostra uma estrutura de  manejo adequado, fruto da experiência do autor em 10 anos de criação. E mostra também a introdução do bôer no Norte de Minas, a partir de 1999.

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Galpão Áureo

INTRODUÇÃO

Nosso objetivo inicial era conseguir um galpão mais econômico.

Não estávamos procurando a beleza, nem a elegância, nem uma harmoniosa forma estrutural. Entretanto, com o desenvolvimento desta incansável pesquisa, que durou de 1996 a 2008 e três centenas de galpões construídos, concluímos que uma harmoniosa forma estrutural conduz à economia almejada. As formas feias, deselegantes, são sempre anti-econômicas.

A diferença entre a estática e a estética é sutil. Ambas são filhas da harmonia. E a harmonia se fundamenta na simplicidade das formas, na energia mínima, na ordem geométrica, que inclui a simetria, e na proporção. O nosso universo é um todo organizado e harmônico. E funciona como um relógio mecânico. Lembra do relógio mecânico que a gente usava antigamente, com todas aquelas engrenagens encaixadas umas nas outras? de tal forma que de uma dependem as demais?

Meu mestre de química, Dr. Cristiano Barbosa da Silva, dizia com freqüência que a natureza não se faz aos saltos. A água desce a montanha pelo caminho mais fácil. O conceito de harmonia conduz à energia mínima com que todos os seres se movimentam. As ondas cerebrais são o reflexo do magnetismo geral do sistema solar; os planetas giram em torno do sol e nossos batimentos cardíacos seguem as mesma leis que regem todos os movimentos; a harmonização de todas as coisas traz a simetria ou a perfeita ordem geométrica, o dispêndio mínimo de energia, a leveza e a economia nas formas estruturais. Economia de energia e de materiais na construção de todas as estruturas. Desde a estrutura simétrica da orquídea, à estrutura do caule da palmeira; à estrutura dos cristais e dos quase-cristais. Desta forma, ao construir uma ponte, um edifício ou um simples galpão é necessário seguir a simetria encontrada nos animais, a organização geométrica do nautilus, a proporção de um arranjo floral e a energia mínima das estruturas em equilíbrio.

Vejam que neste texto apareceu uma palavra mágica: proporção! A simetria é fácil de ser notada. Mas, proporção? Que proporção?

Até que, um dia, surgiu-nos a pergunta:
-Estaria a proporção áurea por traz do objetivo inicial desta pesquisa?
É o que vamos mostrar neste pequeno livro. Acompanhe-nos.
Por um mundo melhor!

SUMÁRIO

Estamos denominando GALPÃO AUREO ao galpão cuja forma estrutural baseia-se na proporção áurea, conforme descrito neste trabalho.
Foram projetados e calculados 2 galpões muito utilizados: o galpão de 12m de vão com colunas de 3m, usado aos milhares em avicultura e suinocultura; e o galpão de 20m de vão, colunas de 6m, para armazenagem, oficinas, depósitos, pequenas indústrias, talvez o mais usado neste país.
Os resultados são animadores, comparados com os de projetos similares, convencionais:

-Galpão Áureo de 12mx3m:
-economia de materiais na estrutura de aço de 31 a35%, dependendo da hipótese de vento considerada;
-redução de materiais nas fundações da ordem de 50%;
-redução de 2% no deslocamento horizontal no topo das colunas; redução de 57% no deslocamento vertical na cumeeira do galpão;

-Galpão Áureo de 20mx6m:
-economia de materiais na estrutura de aço da ordem de 25%; adiciona-se a este fato a economia de mão-de-obra na fabricação da estrutura deste galpão, que é muito mais simples;
-redução de materiais nas fundações da ordem de 40%;
-aumento de 7% no deslocamento horizontal no topo das colunas, porem dentro do limite estabelecido; redução de 38% no deslocamento vertical na cumeeira do galpão.
Além do resultado conseguido no cálculo da estrutura de aço dos galpões convencionais, com a adoção do Galpão Áureo, a definição da Terça Áurea abre caminho para a utilização desta solução no cálculo das vigas retas de pontes e mesmo no cálculo das terças de galpões de todos os tipos.
A economia de materiais nas terças de galpões é de 33 %, no galpão de 12m, e de 16% a 20%, no galpão de 20m, dependendo da carga de vento adotada.

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