CRENÇA
Aprendendo a ser feliz.
Muitos me perguntam se tenho alguma crença. Sim, tenho, mas não sou adepto da fé cristã, na qual fui educado.
O catolicismo foi imposto aos brasileiros do início da colonização, 1532, à proclamação da República, 1889. Todos eram obrigados à fé católica[i] e os fiéis tinham que freqüentar as igrejas sob pena de prisão e multas pecuniárias.
Veja este texto de Dimas Perrin, citado em Mãe África:
“Durante o jugo português, em Minas, a polícia estava em todas. Servia até para punir aqueles que não cumprissem bem os seus deveres religiosos, como se depreende do seguinte edital, publicado já no fim do século XVIII, pela Câmara de São José[ii]: Fazemos saber a todos os moradores desta Villa que no dia quinta feira que se ade contar 3 deste corrente mez se ade festejar ou fazer função de Corpo de Deos como sempre he costume com procissão pellas ruas e para milhor ornato da mesma terão todas as ruas aseadas com as suas portas e janelas ornadas com aquelle aseo e adorno que lhes são permitidos com a pena de que aquelle que assim não o fizer será prezo oito dias na cadeia e pagará duas oitavas de ouro de condenação para as despezas do Conselho, etc. Passado em 1 de junho de 1799”
-Por que esta obrigatoriedade, nas colônias portuguesas e espanholas? Continue lendo →
Minas Gerais foi “descoberto” por volta de 1700: Sabará, em 1688, por Borba Gato, egresso da Bandeira das Esmeraldas; Ouro Preto, em 1696, por Antonio Dias; Pitangui, em 1694, por Antonio Rodrigues Velho, o Velho da Taipa.
Antonio Rodrigues Velho, irmão de Domingos Jorge Velho que destruiu o quilombo de Palmares; casado com Margarida, neta de Fernão Dias e avô de Inácio de Oliveira Campos, marido de Dona Joaquina do Pompeu[1]; dele descendem grandes mineiros: Martinho Campos, Olegário Maciel, Milton Campos, Benedito Valadares, Gustavo Capanema, Francisco Campos, Afonso Arinos e outros.
ARTIGO COMPLETO
Em nosso meio, ainda é comum encontrarmos esta frase nos lábios de pessoas que se julgam poderosas. O Fulano estaciona o carro em local proibido, vem o guarda de trânsito e solicita a retirada do veículo. O cidadão persiste e o oficial diz que é contra a lei.
-“Você sabe com quem está falando?”
Ou seja, o infrator considera um insulto à Sua Excelência o fato de também ter que obedecer a lei.
É o preconceito social, enraizado no Brasil, herança portuguesa potencializada pelo regime escravocrata ao qual estivemos submetidos durante 3 séculos.
Vejamos.
O Brasil foi descoberto em 1500. A colonização teve início em 1532 e o primeiro navio negreiro chegou a Recife em 1548. A abolição se deu em 1888. São mais de três séculos de escravidão. Como o País é muito grande e o trabalho braçal era inteiramente realizado por cativos, podemos considerar que fomos líderes mundiais em servidão humana. A frase é dura mas é real. Cem por cento de nossa produção era realizado por trabalho escravo. O colonizador não executava trabalhos manuais. Ao bom português, era indigno trabalhar com as mãos.
ARTIGO COMPLETO
Acredito que, nos dias atuais, todos os brasileiros estejam revoltados com o fenômeno da impunidade que assola o País. A nossa Justiça, quando age, o faz tão lentamente, e as penas são tão leves, que parecem ser de caráter simbólico. Vemos seqüências de crimes hediondos não serem punidos. Assassinos confessos soltos à luz do dia após serem libertados sem julgamento. Os argumentos contidos na lei são usados para proteger os maus, enquanto os bons são enjaulados em casa, atemorizados pela barbárie do império da violência.
-De quem a culpa? Da justiça? Da polícia? Das nossas leis muito benevolentes? Dos políticos?
Não temos sido capazes de aprender com outros povos. Quando voltamos o olhar para outros países, enxergamos apenas a Europa e a América do Norte. Não somos capazes de olhar o Oriente Médio, a África e a Ásia. Não temos humildade para considerar essas culturas como fonte de ensinamento. Consideramo-las inferiores. Assim, procuramos copiar americanos e europeus, ou criticá-los por sua impiedade para com os delinqüentes. Desta forma, nem temos copiado nem criado soluções eficientes para a impunidade que nos assola.
ARTIGO COMPLETO
Os juros são anteriores à moeda. A mercadoria emprestada era paga com juros. Encontramos referência sobre a matéria no Código de Hamurabi, 1792-1750 a.C., sexto rei da primeira dinastia babilônica . Este código de leis estabelece um valor fixo para os juros em 1/6 por ano, ou seja 16,67 % anuais, a ser pago na mercadoria emprestada, ou em outra, se o devedor não tiver como liquidar o débito na mercadoria originalmente transacionada.
ARTIGO COMPLETO
Estas recomendações são fruto de enorme experiência de quem foi roubado em Paris, preso na Venezuela e atropelado por bicicleta em Pequim; já perdeu o passaporte no Iraque, teve bagagem extraviada em Camarões, ficou sem dinheiro em Londres, Milão, Roma e Bangui (República Centroafricana); sofreu discriminação em Veneza; teve conexão cancelada em Abjã (Costa do Marfim) e em Miami, em difícil situação; e se aventurou por uma estradinha lamacenta e sem recursos, por uma noite inteira trancado na escuridão do baú de um caminhão de biscoitos juntamente com 3 desconhecidos, perdido na floresta Amazônica do Equador; vivenciou centenas de imprevistos ao longo de 25 anos de viagens internacionais a 35 países diferentes.
ARTIGO COMPLETO
O dinheiro não é tudo na vida: tudo é a falta dele.
Adágio popular.
Antes, todo o comércio era feito na base da troca. Já imaginou a dificuldade? “Pagamentos, empréstimos e juros eram, a princípio, feitos em produtos, especialmente gado e grãos”. O ouro e a prata foram muito usados como mercadoria de troca devido à sua larga aceitação, facilidade de guarda, de transporte e de conservação, não se deteriorando com o tempo.
O boi foi muito usado como moeda. “As primeiras moedas romanas tinham em uma das faces a efígie de um boi . A palavra pecus, em latim, significa gado, daí a palavra portuguesa pecuária; pecunia significa dinheiro, dando origem à palavra portuguesa pecúnia, com o mesmo significado. E capital vem do latim, caput, que significa cabeça, numa clara referência a cabeças de boi, no sentido de quantidade de animais (Fulano possui tantas cabeças de boi).
ARTIGO COMPLETO